quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Das 12 semanas ao nosso pior pesadelo



E as 12 semanas chegaram... no dia 28 de janeiro de 2019. Me sentia plena e realizada.

No dia seguinte tinha ultrassom morfológico agendado, e estava bastante ansiosa pra ver meu bebe, se estava tudo bem, tudo formadinho e quem sabe, descobrir o sexo.

Tudo transcorreu dentro da normalidade. No final do dia, fui pra casa, comi dois ovos cozidos, e depois fui nos meus pais, pois meu marido estava trabalhando e não sabia que horas chegaria em casa.

Às 20h, aproximadamente, fui pra casa, pois tinha que tomar banho e lavar os cabelos, tudo pensando no ultrassom do dia seguinte.

Meu marido chegou, quando eu estava saindo do banho e eu comentei com ele que estava sentindo uma leve 'colicazinha', onde ele me questionou se eu havia conversado com a médica a respeito, mas como eu havia comido feijão no meio dia, associei a isso.

Sai do banho, e fui preparar minha janta, estava com uma vontade de comer massa com atum. Quando terminei, que fui sentar para comer, começou meu pesadelo.

Senti que algo havia me “descido”, coloquei a mão no meio das minhas pernas, quando olhei minha mão mesma estava toda cheia de sangue.

O pavor e o medo tomaram conta de mim.

Gritei pro meu marido e sai correndo pro banheiro. Quando sentei no vaso, senti que algo me desceu, olhei, uma bola de sangue.

Me desesperei. Não conseguia nem ligar pra médica. Quando consegui efetuar a ligação, a mesma me pediu pra ir imediatamente para o hospital que estava se dirigindo pra lá pra me examinar.

Aqueles minutos pareciam séculos.

Imediatamente quando ela chegou já fomos realizar o exame de ultrassom, quando a pior notícia da minha vida nos foi dada...

... o bebe não estava mais ali... seu coração não batia mais... o feto não havia se desenvolvido...

Enquanto a ficha não caia, ainda incrédulos tivemos que ser fortes e tomar decisões necessárias... o que iriamos fazer?

Ouvimos a orientação da médica, a qual nos explicou dos procedimentos cabíveis para o caso: irmos pra casa e ficar aguardando ver se o organismo iria expelir o feto, internar e iniciar o procedimento de introdução de medicação via vaginal para auxiliar na dilatação e automaticamente o feto sair ou curetagem.

Questionamos qual a sua indicação, ao passo que ela nos recomendou realizar a internação e iniciar a introdução da medicação. 

Meu marido a questionou quanto tempo após essa introdução de medicamentos seria o normal, ao que ela disse que 48h era o prazo médico para que a medicação fizesse efeito e o organismo expelisse, após isso, dava-se uma trégua de um dia e reiniciava a introdução da medicação ou se passava a curetagem, a última recomendada, pois muito invasiva.

E assim o sonho se transformou num pesadelo, dos piores que um dia sequer imaginei.

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