E
as 12 semanas chegaram... no dia 28 de janeiro de 2019. Me sentia plena e
realizada.
No
dia seguinte tinha ultrassom morfológico agendado, e estava bastante ansiosa
pra ver meu bebe, se estava tudo bem, tudo formadinho e quem sabe, descobrir o
sexo.
Tudo
transcorreu dentro da normalidade. No final do dia, fui pra casa, comi dois
ovos cozidos, e depois fui nos meus pais, pois meu marido estava trabalhando e
não sabia que horas chegaria em casa.
Às
20h, aproximadamente, fui pra casa, pois tinha que tomar banho e lavar os
cabelos, tudo pensando no ultrassom do dia seguinte.
Meu
marido chegou, quando eu estava saindo do banho e eu comentei com ele que
estava sentindo uma leve 'colicazinha', onde ele me questionou se eu havia
conversado com a médica a respeito, mas como eu havia comido feijão no meio
dia, associei a isso.
Sai
do banho, e fui preparar minha janta, estava com uma vontade de comer massa com
atum. Quando terminei, que fui sentar para comer, começou meu pesadelo.
Senti
que algo havia me “descido”, coloquei a mão no meio das minhas pernas, quando olhei minha mão mesma estava toda cheia de sangue.
O
pavor e o medo tomaram conta de mim.
Gritei
pro meu marido e sai correndo pro banheiro. Quando sentei no vaso, senti que
algo me desceu, olhei, uma bola de sangue.
Me
desesperei. Não conseguia nem ligar pra médica. Quando consegui efetuar a
ligação, a mesma me pediu pra ir imediatamente para o hospital que estava se
dirigindo pra lá pra me examinar.
Aqueles
minutos pareciam séculos.
Imediatamente
quando ela chegou já fomos realizar o exame de ultrassom, quando a pior notícia
da minha vida nos foi dada...
...
o bebe não estava mais ali... seu coração não batia mais... o feto não havia se
desenvolvido...
Enquanto
a ficha não caia, ainda incrédulos tivemos que ser fortes e tomar decisões
necessárias... o que iriamos fazer?
Ouvimos
a orientação da médica, a qual nos explicou dos procedimentos cabíveis para o
caso: irmos pra casa e ficar aguardando ver se o organismo iria expelir o feto,
internar e iniciar o procedimento de introdução de medicação via vaginal para
auxiliar na dilatação e automaticamente o feto sair ou curetagem.
Questionamos
qual a sua indicação, ao passo que ela nos recomendou realizar a internação e
iniciar a introdução da medicação.
Meu marido a questionou quanto tempo após
essa introdução de medicamentos seria o normal, ao que ela disse que 48h era o
prazo médico para que a medicação fizesse efeito e o organismo expelisse, após
isso, dava-se uma trégua de um dia e reiniciava a introdução da medicação ou se
passava a curetagem, a última recomendada, pois muito invasiva.
E
assim o sonho se transformou num pesadelo, dos piores que um dia sequer
imaginei.
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