quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Vivendo a descoberta da gravidez


Nos primeiros dias fiquei bastante insegura, afinal de contas, não me encontrava tomando os medicamentos prescritos à quem busca uma gravidez.

Combinamos ficar quietos até que efetivamente realizássemos a consulta médica.

No meio dia deste sábado, meus pais vieram almoçar conosco lá em casa, conseguimos nos manter em segredo, mesmo rindo e fazendo piadinhas entre nós mesmos. Meu marido secando a louça falava bem baixinho: "Nona", se referindo a minha mãe e ria, sem que ela ouvisse.

No meio da tarde fomos lá na casa dos meus pais tomar chimarrão, e acabei chamando meu pai de vô (era porque eu ia contar algo a respeito do meu vô e acabei me atrapalhando), o que fez com que o meu marido caísse na risada.

Saímos da casa dos meus pais e fomos pra casa tomar banho. Meu pai me ligou pra ver onde íamos jantar, nos convidando pra sair jantar com eles.

Combinamos que iriamos passar pra pegar eles. Quando minha mãe entrou no carro, me deu uma náusea muito forte, afinal de contas ela sempre adorou perfume, e eu já com o meu olfato bastante aguçado, achei que ia morrer. No entanto, não houve qualquer desconfiança por parte deles, afinal de contas, por causa da enxaqueca, eu sempre senti os cheiros mais fortes, sempre reclamando quando ela passava perfumes.

Durante a janta, conversa vai, conversa vem, tudo girava sob o assunto gravidez. Falamos a respeito da minha prima que também descobriu que estava grávida. A garçonete que estava grávida. E eu não me aguentei... com o consentimento do meu marido, afinal de contas tínhamos vontade de sair contando pra todo mundo, peguei meu celular e mostrei pra eles a foto do teste de farmácia com o positivo.

Me recordo até agora da cara de espanto da minha mãe. Ela me disse: “o que é isso? De quem? É teu?”

Confirmei e falei que ninguém sabia, que queríamos manter segredo até que eu realizasse a consulta médica e o primeiro ultrassom. A cara de susto se manteve, meu pai estava mais tranquilo, referiu que a melhor forma é assim no susto, pois senão pensasse demais e nunca é o momento.

No domingo fomos almoçar nos meus pais. Meu irmão que havia saído com os amigos na noite anterior, ainda não sabia da novidade. Ele estava deitado no sofá, com o celular na mão. Informei meu marido que iria mandar pra ele a foto do teste de gravidez, o qual concordou.

Enviei a foto, ele abriu e me olhou e eu comecei a rir (que nem boba, pois era exatamente assim que me encontrava). E ele riu e disse: “agora sim”.

Na segunda-feira, dia 03/12/2018, realizei novo exame de sangue no laboratório que fica no mesmo prédio do meu escritório (pois os exames ali constam como positivo ou negativo), bem como realizei o exame quantitativo para medir a quantidade de Beta HCG no sangue.

No meio da manhã já estava com o resultado “POSITIVO” em mãos. Consegui uma consulta com minha ginecologista no mesmo dia, na parte da tarde.

Na consulta, com base na data da minha última menstruação a médica fez os cálculos de mais ou menos quanto tempo de gestação, calculando que estava com 4 semanas e dois dias. Me foi receitado os complementos necessários, bem como orientações. Foi solicitado um ultrassom para o dia 20/12/2018, oportunidade que poderíamos ouvir o coração do bebe.

Após às 18h fomos contar a novidade para meus sogros. Meu marido que contou, sendo que minha sogra ficou feliz e referiu que já estava na hora. Meu sogro levou um susto um pouco maior e disse: “mas já?”.

Durante a noite meu marido mandou um whats no grupo da sua família contando a novidade pra sua irmã e cunhado, que ficam muito felizes.

Na terça-feira veio o resultado do exame Beta HCG, no qual constava o nível do hormônio no sangue era de 709. Mandei uma foto pra médica que me disse que estava tudo bem, que meu beta estava alto e pela quantidade estava de mais semanas do que ela imaginava, sendo que poderíamos adiantar o ultrassom para uma semana antes.

Consegui um encaixe pra fazer o ultrassom no dia 13/12/2018.

A ansiedade me dominava. Sentia um medo muito grande. Meu maior receio era de que apenas tivesse o saco gestacional e não o feto.


Neste mesmo dia, de tardinha, meu pai mandou uma mensagem para subirmos lá comer milho verde. Eu com uma fome de leão, não pude recusar.

Minha avó também veio comer milho com nós e minha mãe disse: “Vó a mana tem uma novidade”, como eu não falei nada, ela disse: “ela ta gravida”. Minha vó não acreditou, achou que a minha mãe estava brincando e eu só confirmei com a cabeça.

Na quinta-feira, minha mãe mandou no grupo da sua família, no qual participam meus tios e primos maternos, um whats dizendo: “Temos novidades” e várias mamadeiras. Meu pai rebateu: “Mãe, não era a mana que tinha novidades?”. E assim seguiu a conversa no grupo, todos muito felizes com a novidade.

No entanto, gostaríamos de esperar o exame de ultrassom, antes de sair falando para as pessoas. Mas isso não foi possível, pois minha mãe não se continha. Ela contava pra todo mundo.

Na tão esperada quinta-feira, fomos realizar o ultrassom, mas infelizmente não conseguimos ouvir o coração. Médica garantiu que estava tudo bem e o feto se desenvolvendo, mas como era muito pequeno, não dava pra ouvir o coração.

Marcamos novo ultrassom para o dia 20/12/2018. Neste dia, novamente ansiosos, conseguimos já ver a formação do feto e mesmo fraquinho ouvir seu coração, mas diante do seu tamanho pequeno, não foi possível registrar direito. O coração batia a 105 por min. Segundo a médica tudo estava bem e se desenvolvendo normalmente. Foi confirmado diante das medidas do ultrassom, que neste dia eu estava de 6 semanas e 3 dias.

Os seios neste período já estavam bem inchados e doloridos, na segunda-feira (03/12/2018) já comecei a sentir eles bem doloridos e pesados.

Os enjoos também foram aparecendo, principalmente de manhã. Não conseguindo levantar da cama sem comer nada, precisava comer uma bolacha água e sal, ou patinhos secos e salgados, pra diminuir os enjoos.

Era uma escovada nos dentes e uma náusea.

No sábado dia 23/12/2018, fiquei bastante nauseada, não consegui almoçar direito e tive que dormir. Acordei no meio da tarde louca de fome e precisei comer ovo... sem contar na comilança que veio na sequência.

Os dias foram seguindo, sempre com náuseas pela manhã, ausência de fome. Durante a tarde a fome ia aumentando e de noite uma fome descomunal, se pudesse comia as paredes.

No dia 29/12/2018, meu aniversário e também aniversário do meu marido, sai com o meu irmão para comprar uma calça jeans, achei que ia vomitar dentro da loja. Chegando em casa só deu tempo de chegar na pia do banheiro. Saiu o pouco que eu havia comido. E consegui entupir a pia.

Tudo indo bem, tirando os fortes enjoos, principalmente pela manhã, estava me sentindo realizada. Barriguinha já aparecia. Felicidade e amor eram os sentimentos que preenchiam minha vida.

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